
Em 1928, Sua
Santidade Pio XI publicou a belíssima Carta Encíclica Miserentissimus Redemptor, acerca do dever de reparação para com o
Sagrado Coração de Jesus. Ora, se há quase cem anos, o Vigário de Cristo já
tinha como de absoluta necessidade as satisfações constantes e fervorosas a
Nosso Senhor, certamente muito mais são imperiosas para os nossos dias, em que
Deus é constantemente ofendido pela maior parte dos homens.
O breve texto completo da Carta está
disponível no site da Sé
Apostólica, infelizmente ainda não em português.
Ao final da Encíclica, o papa legou ao
orbe católico esta bela oração, que trago ao vosso conhecimento para vosso
maior fervor reparador ao Sacratíssimo Coração de Nosso Senhor:
ORAÇÃO EXPIATÓRIA AO
SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Dulcíssimo Jesus, cuja
infinita caridade para com os homens é por eles tão ingratamente correspondida
com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados na Vossa
presença, para Vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade
tão insensata e das nefandas injúrias com que é, de toda parte, alvejado o
Vosso amorosíssimo coração.
Reconhecendo, porém, com
a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas
indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos, a Vossa misericórdia,
prontos a expiar não só as próprias culpas, senão também as daqueles que,
errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não
vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo,
sacudiram o suavíssimo julgo da Vossa santa lei.
De
todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-Vos,
mas, particularmente, da licença dos costumes e imodéstia do vestido, de tantos
laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das
execrandas blasfêmias contra Vós e Vossos Santos, dos insultos ao Vosso Vigário
e a todo o Vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do
Sacramento do divino amor, e, enfim, dos atentados e rebeldias das nações
contra os direitos e o magistério da Vossa Igreja.
Oh! se pudéssemos lavar,
com o próprio sangue, tantas iniquidades! Entretanto, para reparar a honra
divina ultrajada,Vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe,
de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação, que Vós
oferecestes ao eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar, todos os
dias, sobre nossos altares.
Ajudai-nos, Senhor, com o
auxílio da Vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a
viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e
caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nosso
próximo, impedir, por todos os meios, novas injúrias de Vossa divina Majestade
e atrair ao Vosso serviço o maior número de almas possíveis.
Recebei, ó benigníssimo
Jesus, pelas mãos de Maria santíssima reparadora, a espontânea homenagem deste
nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes, até
à morte, no fiel cumprimento de nossos deveres e no Vosso santo serviço, para
que possamos chegar à pátria bem-aventurada, onde Vós com o Pai e o Espírito
Santo viveis e renais, Deus, por todos os séculos dos séculos.
Amém.
Laus Deo Virginique matri
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